quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os edifícios mais altos de Minas Gerais

1º Atrium Top/Nova LimaEmporis: 162,95 metros estimados/42 andares/Aprovado (Início da construção:2008)/Escritório, shopping e estacionamento/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -

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2º Concórdia Corporate/Nova Lima
Emporis: 141,82 metros estimados/37 andares/Aprovado/Escritório/Modernismo
Wikipedia: 150 metros/44 andares/Em construção
Skyscraperpage: -
Jornal do Belvedere: 44 andares/Misto (Comercial e residencial loft)/Em construção desde março de 2012
http://www.jornaldobelvedere.com.br/...a-de-nova-lima



3º Uberlândia Business Tower (Torre Comercial Arcom)/Uberlândia
Emporis: -
Wikipedia: 131 metros/32 andares/Em construção (Inauguração em 2012)
Skyscraperpage: -
EPS Empreendimentos: 28 andares/Em construção/Aço http://www.ubt.com.br/ubt.html



4º Palazzo Di Ferrara/Juiz de Fora
Emporis: -
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -
Construtora Europa: 123 metros/36 andares/Em construção/Residencial



5º Acaiaca/Belo Horizonte
Emporis: 120,09 metros/30 andares/Concluido em 1943/Escritório/Art deco e art moderne
Wikipedia: 120 metros/30 andares/Concluido em 1943
Skyscraperpage: 120,09 metros/30 andares/Concluido em 1943/Escritório/Art deco



6º Centro Empresarial Alber Ganimi/Juiz de Fora
Emporis: 116,49 metros estimados/30 andares/Concluido em 1991/Escritório/Modernismo
Wikipedia: -
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7º Manhattan Flat Service/Uberaba
Emporis: 114,93 metros estimados/31 andares/Shopping e flat/Modernismo
Wikipedia: 110 metros/28 andares/Concluido em 1993/Hotel
Skyscraperpage: -



8º Seculus Business Center/Belo Horizonte
Emporis: 110,11 metros estimados/30 andares/Escritório/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



9º Tech Tower/Belo Horizonte
Emporis: 110,11 metros estimados/30 andares/Escritório/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



10º Century Tower/Belo Horizonte
Emporis: 108,63 metros estimados/31 andares/Em construção(2008/2012)/Escritório/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



11º Grand Líder Olympus Edifício Artemis/Nova Lima
Emporis: 108,08 metros estimados/33 andares/Em construção/Residencial/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



12º Grand Líder Olympus Edifício Apolo/Nova Lima
Emporis: 108,08 metros estimados/33 andares/Concluido em 2009/Residencial/Modernismo
Wikipedia: -
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13º Renaissance Work Center/Belo Horizonte
Emporis: -
Wikipedia: 108 metros/27 andares/Em construção (Inauguração em 2012)
Skyscraperpage: -



14º All Business Center/Belo Horizonte
Emporis: -
Wikipedia: -
Skyscraperpage: 105,15 metros/25 andares/Em construção (2012/2014)/Escritório/Modernismo



15º Boulevard Office/Belo Horizonte
Emporis: 105,12 metros estimados/30 andares/Concluído em 2010/Escritório/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



16º Grand Líder Olympus Edifício Athena/Nova Lima
Emporis: 104,81 metros estimados/32 andares/Concluido em 2009/Residencial/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



17º Terrazzo Esmeralda/Belo Horizonte
Emporis: 86,79 metros estimados/32 andares/Residencial/Modernismo/Concreto
Wikipedia: 104 metros/32 andares/Concluido em 2006
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18º Plaza 2/Uberlândia
Emporis: -
Wikipedia: 104 metros/24 andares/Em construção (Inauguração em 2012)
Skyscraperpage: -



19º Grand Líder Olympus Edifício Zeus/Nova Lima
Emporis: 101,53 metros estimados/31 andares/Concluido em 2009/Residencial/Modernismo
Wikipedia: -
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20º Othon Palace Hotel/Belo Horizonte
Emporis: 101 metros/32 andares/Concluido em 1978/Hotel/Modernismo
Wikipedia: 101 metros/30 andares/Concluido em 1978
Skyscraperpage: 100,88 metros/32 andares/Concluido em 1978/Hotel/Modernismo

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21º Piazza Di Verona/Belo Horizonte
Emporis: 89,89 metros estimados/29 andares/Concluido em 2003/Residencial/Modernismo/Concreto
Wikipedia: 101 metros/29 andares/Concluido em 2003
Skyscraperpage: -

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22º Torre Piemonte/Nova Lima
Emporis: 101 metros/3 andares (Torre de observação)/Concluido em 2005/Bar e restaurante/Modernismo/Concreto
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -

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23º Conjunto JK Torre B/Belo Horizonte
Emporis: 100 metros/36 andares/Concluido em 1970/Residencial/Modernismo/Concreto
Wikipedia: 100 metros/36 andares/Concluido em 1963/Residencial
Skyscraperpage: 99,97 metros/34 andares/Concluido em 1963/Residencial

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24º Hotel Beira Rio/Belo Horizonte
Emporis: 99,64 metros estimados/32 andares/Em Construção/Hotel e residencial/Modernismo
Wikipedia: -
Skyscraperpage: -



Edifício Garagem/Belo Horizonte/40 andares/Construido

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Praça Uberaba Shopping/Uberaba/38 andares/Em construção/5R



Saint Pietro Residence/Juiz de Fora/35 andares/ Em construção/Construtora José Rocha



Savassi Tower/Belo Horizonte/35 andares (Wikipedia)/ Em construção/Construtora Prisbel



Saint Paul de Vence/Belo Horizonte/35 andares/Em construção/Conartes



Golden Green Park Torre Green/Juiz de Fora/32 andares/ Em construção/Construtora Vieira Araújo

Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1027851&page=47

domingo, 8 de janeiro de 2012

Gostei, compartilho – parte 3: Crônicas

Estou na dúvida se posso copiar e colar aqui o texto inteiro das duas crônicas que li agora, ambas do mesmo livro - O Pequeno Livro das Grandes Emoções – mas farei isso assim mesmo. Googlei agora e vi que estão na rede memso, então, aí vão elas. A primeira crônica é de Paulo Mendes Campos e a outra é de Marina Colasanti. Enjoy it!


O AMOR ACABA

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.


EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que
não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque
não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se
acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar
o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o
tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho
porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado
sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita
os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não
acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler
todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A
sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava
tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para
ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para
pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser
instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de
cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se
acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia
dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando
não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o
cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia
está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma
para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto
acostumar, se perde de si mesma.


PS: uma coisa legal nesse segundo texto é que na época da escrita dessa crônica ainda não havia a lei anti-fumo (ou antifumo?). Hoje já estamos nos desacostumando às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. Cool, ah?

Gostei, compartilho – parte 2

Acho que vou criar uma série com esse título…

Agora vai um extrato do que li sobre Carlos Drummond de Andrade, poeta mineiro, no livro O Pequeno Livro das Grandes Emoções. O artigo tem o título “Como comecei a escrever”:

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do
café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas
sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia,
e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos
comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho
pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.